OFICINAS TEATRALIDADES NEGRAS ESCOLA ECO TEATRAL SÃO PAULO-SP- BR 2023
Um teatro negro no Brasil se faz importante como forma de solapar a dominação e hegemonia branca expressa em todos os setores da vida social, inclusive nas artes e na cultura. Creio que a ninguém cabe o papel de dizer aos criadores o que devem e como devem ou não construir suas obras, óbvio, dentro de uma percepção política de relativa liberdade e de democracia possível. Quando os artistas\criadores tem interesse em estabelecer um diálogo com a sociedade, sobre suas produções e quando tais obras têm natureza pública, estão sujeitas a julgamento, crítica, registro, avaliação, análise e etc. Estas abordagens podem ser de várias naturezas e intencionalidades: competitivas, seletivas, valorativas, morais, políticas, de mercado, científicas, estéticas, etc. É provável que nos próximos anos o T.E.N., Teatro Experimental do Negro, criado no Rio de janeiro em 1944, gerido e eternizado por Abdias do Nascimento, Maria Nascimento e Guerreiro Ramos, deixe de ser a nossa única referência. Por enquanto é nela pensamos quando na busca de origem ou marco para inicio de linguagem teatral na qual, os temas, os textos, os autores e diretores, as atrizes e atores sejam negros e negras e que se dediquem a construção de uma estética que reflita artisticamente as nossas origens africanas. E ansiamos principalmente para que isso acontecer, não seja mais visto com espanto ou rara exceção, ou ainda como exotismo.
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*Salloma Salomão Jovino da Silva é pesquisador de Culturas Negras, Músico e Professor de História da África, América e Diáspora. Doutor em História pela PUC- SP, foi um dos vencedores do Prêmio Nacional Ruth de Souza de Dramaturgia Negra (2006), ator de gota Dágua Preta, autor de Agosto na cidade murada e ganhador do premio de melhor música no festival de cinema de Gramado 2020, com o trilha do filme Todos os mortos de Gotardo e Dutra.
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