TEATRALIDADES/IDENTIDADES: EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS - MÓDULO Minicurso

TEATRALIDADES/IDENTIDADES: EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS - MÓDULO I Minicurso Curso online; Módulo I. De 22 (segunda) a 27 (sábado) de março, das 19h às 21h. Minicurso com 6 (seis) aulas; Carga horária total de 12 (doze) horas, com certificação. Via plataforma Google Meet. Os módulos do curso são independentes. Aulas gravadas e disponibilização do material digital (gravação) aos inscritos, por tempo determinado. Apresentação: Em tempos de pandemia e militarismo democrático, quais perspectivas de teatro nos permitimos ou conseguimos visualizar? Em que medida as questões de identidade nacional, mundialismo cultural, tecnologia, classe, gênero e racismo impactam nossas teatralidades/identidades de individualidades/coletividades? A Aruanda Mundi reúne nesse minicurso doze profissionais da área do Teatro com experiências pedagógica/prática e de pesquisa nesse campo do saber-fazer contemporâneo, em aulas expositivas e de ‘troca’ de idéias, com o objetivo de trazer um conteúdo acessível e reflexivo sobre Teatralidades/Identidades. Programação: DATA PROFESSOR/A/E Aula 1 - segunda-feira, 22/03, das 19h às 21h Salloma Salomão “Teatralidades negras e outras opacidades” Aula 2 - terça-feira, 23/03, das 19h às 21h Jackeline Stefanski “Expressividade transdisciplinar: Possibilidades entre criação artística, multilinguagem e direção de produção cultural” Aula 3 - quarta-feira, 24/03, das 19h às 21h Lígia Helena de Almeida “Teatro como Experiência ou Atuar em estado de infância” Aula 4 - quinta-feira, 25/03, das 19h às 21h Mariana Mayor “Caminhos cruzados: história, pesquisa e criação teatral” Aula 5 - sexta-feira, 26/03, das 19h às 21h Jhonny Salaberg “Oficina de Dramaturgia Marginal Absurdista” Aula 6 - sábado, 27/03, das 19h às 21h Valquíria Rosa “Musicistas acompanhantes dentro de processos de produções teatrais” Aulas: 22/03 - Teatralidades negras e outras opacidades, com Salloma Salomão As raízes históricas dos teatros negros no Brasil; Possiblidades de uma teatralidade pós eurocêntrica e de breves desligamentos da máquina colonizadora de imaginários; As escolas convencionais de teatro e a negação dos corpos negro, ou sobre racialização da representação; Um teatro negro de catástrofes e possíveis rotas de fuga. *Salomão Jovino da Silva, Salloma. Possui graduação (1997), Mestrado (2000) e Doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005) com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É músico e pesquisador, atuando principalmente nos seguintes temas: Culturas musicais de origem africanas; Dramaturgia e teatro negros; Políticas e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos; Sociabilidades negras em São Paulo; e Musicalidades africanas. Suas produções mais recentes tratam de Dramaturgias e teatros Negros no Brasil, em parcerias com os Grupos Coletivo Negro e Cia Capulanas de Arte Negras. Músico e professor, pesquisador de Cultura Negras, Afrodiaspóricas e História da África. 6 CDs gravados, 3 DVDs, dois livros autorais e colaborador de revistas e grupos de pesquisa acadêmica e artísticos sobre culturas musicais africanas e afro-brasileiras, dramaturgia e teatro negros 23/03 - Expressividade transdisciplinar: possibilidades entre criação artística multilinguagem e direção de produção cultural, com Jackeline Stefanski Artistas que desenvolvem suas pesquisas de linguagem e obras de arte de forma autônoma, comumente apresentam e/ou aprendem habilidades múltiplas para conciliarem criação e vida com seus trabalhos remunerados. Identificar a transdisciplinaridade inerente aos processos artísticos autônomos, nos auxilia a perceber como diferentes abordagens podem ampliar suas possibilidades de realização e, por consequência, a longevidade de pesquisas autorais, em muitos casos. A partir da série de desenhos Búfala e Senhora das plantas, de Rosana Paulino; do artigo Os usos do erótico: o erótico como poder, de Audre Lorde; e de experiências pessoais compartilhadas, neste encontro abordaremos a direção de produção cultural como uma tarefa que pode ser prazerosa e emancipadora, ainda que exija um estudo de áreas de atuação distantes de nossa formação e prática. *Jackeline Stefanski Bernardes. A atriz, artista multilinguagem, diretora de produção e arte-educadora formada pelo Instituto de Artes da UNESP. Pesquisa e pratica criação artística e direção de produção, concomitantemente, em trabalhos transdisciplinares, entre eles: Baila! Uma festacênica para celebrar a Morte e Intervista - contemplados pelo Edital Prêmio Aldir Blanc (2020/2021); Visão Noturna – contemplado pelo Edital Natural Musical 2018 (2018/presente); Pronto Sorrir: Promovendo Arte e Cultura em hospitais (Pediatrias da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e do Hospital Infantil Sabará) – realizado pelo extinto Ministério da Cultura via Lei Rouanet (2017/2018); Melodramática: a genealogia das rainhas – contemplado pelo PROAC Artes Integradas 2016 (2015/2017). Entre outros projetos realizados de forma autônoma, há mais de 4 anos, dedica-se à {error} - que tem como objetivo investigar a Morte, suas manifestações reais e simbólicas e encontrar formas de expressões artísticas para este tema tão antigo quanto complexo. A partir desta pesquisa: está em processo criativo com estreia prevista para abril de 2021; escreveu o artigo Essas palavras que aqui se organizam são desejo! publicado em Luto em pediatria pela Editora Manole (2019); realizou a performance, Baila! no UNIBES Cultural em São Paulo/BRA (2019) e uma residência artística no Espaço Espelho D’Água em Lisboa/PT (2017/2018), entre outras ações. 24/03 - Teatro como Experiência ou Atuar em estado de infância, com Lígia Helena de Almeida Experienciar, atravessar, colocar-se em perigo, em risco. Verbos associados a buscar outras formas de estar e se relacionar com o ser. Como isso interfere na criação teatral? Para a prática deste encontro partiremos do conceito de experiência apresentado por Jorge Larrosa Bondia associado à convocação do filósofo carioca Renato Noguera para um olhar infancializado em que é preciso “Olhar a infância como uma instância, como um sentido de mundo. Uma potência criativa, inventiva, capaz de olhar a realidade como se fosse a primeira vez. Viver em estado de infância.”Uma condução de práticas do cotidiano que estruturem a criação artística pelo olhar e pela experiência. *Lígia Helena de Almeida. Atriz, arte-educadora e produtora cultural. Formada pela Escola Livre de Teatro tem trabalho focado, em especial, nas adolescências, tendo atuado como educadora em programas como Vocacional (SP), Territórios de Cultura (SA) e Escola Livre de Teatro, no Núcleo de Iniciação Teatral. É co-fundadora da Cia. Estrela D´Alva de Teatro e do projeto Escola Itinerante de Teatro e integra a Comissão Organizadora do Festival de Teatro Adolescente Vamos que Venimos Brasil. Está coordenadora de produção pedagógica da ELT. É mãe do Arthur e escrevinhadora de poéticas pedagógicas. Em 2021 irá lançar, em parceria com outras três mulheres, mães e educadoras, um livro de contos fantásticos sobre experiências em sala de aula. 25/03 - Caminhos cruzados: história, pesquisa e criação teatral, com Mariana Mayor A aula pretende abordar aspectos da trajetória pessoal da ministrante como pesquisadora e artista, fazendo pontes históricas com períodos do teatro brasileiro e discutindo metodologias, formas de organização e criação no teatro. *Mariana Mayor. Professora, pesquisadora e artista teatral. É doutora em Artes Cênicas pela ECA/USP. Atualmente é docente do curso de História do Teatro Brasileiro no IA/UNESP e dirige o espetáculo infanto-juvenil "Mancala ou as sementes de Akin", contemplado pelo 24o Edital Cultura Inglesa. 26/03 - Oficina de Dramaturgia Marginal Absurdista, com Jhonny Salaberg Exercícios práticos e teóricos sobre a produção dramatúrgica e escrita marginal dentro do Teatro do Absurdo, termo criado pelo crítico húngaro Martin Esslin, mesclando com o conceito de Leveza, proposto pelo escritor italiano Italo Calvino. A ideia é aprofundar em estudos através do realismo fantástico, experimentação "absurdista" e criar pílulas dramatúrgicas que dialogam com experiências marginais. *Jhonny Salaberg. Ator, Dramaturgo e Arte Educador. Natural de Guaianases, extremo leste de São Paulo. Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André. Membro fundador do O Bonde. Idealizador do espetáculo épico-narrativo “Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã”, vencedor de diversos prêmio pelas principais premiações de Teatro do país. Contém cerca de sete peças encenadas em parceria com companhias de teatro de São Paulo. Seus textos são bases de referências em universidades federais e escolas de teatro no Brasil e na Noruega. Tem como eixo de pesquisa o Teatro Negro e suas diásporas contemporâneas, subvertendo violências marginais e dando luz às narrativas mortas. 27/03 - Musicistas acompanhantes dentro de processos de produções teatrais, com Valquiria Rosa A conversa deve transitar pelo lugar da pessoa instrumentista dentro dos processos de criação no teatro. Reflexões sobre: corporeidade, presença cênica, interatividade, múltiplas formações e referências sonoras e musicais, bem como a função estética da música e sonoridades nos processos criativos serão fios da meada para essa conversa. *Valquiria Rosa. Formada em Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em performance pela PUC / SP. Atua no cenário artístico em São Paulo desde 1982, como percussionista, cantora, compositora, arte-educadora, atriz e performer. Estudou violão popular no Conservatório Bela Bártok, Percussão Erudita na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Escola Municipal de Música e Conservatório de Tatuí, Musicoterapia na Faculdade Marcelo Tupinambá e percussão africana e afro-brasileira em cursos livres. Desenvolve pesquisa na linguagem de teatro, música vocal, cultura de tradição africana e afro-brasileira, performance – arte. É fundadora da Cia. Nêga Luzia. Criou os espetáculos “Deixa a Nêga em Paz” e “Deixa a Sambalelê em Paz”. Participa do Grupo Xingó, realiza orientação, preparação e direção musical em grupos e cias de teatro. É sócia fundadora da Associação Baobá de Canto Coral. Compõe o corpo de mestres da Escola Livre de Teatro de Santo André. TODOS OS ENCONTROS/AULAS POSSUEM BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA, A SER ENCAMINHADA APÓS A INSCRIÇÃO _Imagem do evento por Carolina Itza http://www.usp.br/tusp/?p=6637 Oficina: TEATRALIDADES NEGRAS, com Salloma Salomão // DIASPÓRICAS: RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS Teatralidades negras: corpas/os, espaços, vozes e movimentos. Uma pausa reflexiva/ativa num ponto e canto da cidade. Projetos de futuro em criação coletiva. O teatro como plataforma para pensar-recriar-fazer existências negras num mundo quase inviável. Tratar de forma leve uma longa experiência criativa, de maneira a criar caminhos de afetividade cênica e acessibilidade teórica pelas quais as escritas negras de Leda Maria Martins e Adriana Paixão sejam os principais roteiros de leitura e interpretação. Confira a lista dos selecionados aqui! Oficina: 12, 13, 14, 15 de setembro (50 vagas); palestra: 16 de setembro, sempre das 14h às 17h // Programação gratuita // Inscrições para a oficina até 9/set. pelo formulário disponível em: https://forms.gle/JxrANZxLi6G6HFh96 TEATRALIDADES NEGRAS, com Salloma Salomão, é a primeira das DIASPÓRICAS: RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS, sequência de ações composta de uma oficina, entre os dias 12 e 15 de setembro, com 50 vagas (inscrições via Google Forms) e, no dia 16 de setembro, uma palestra aberta ao público interessado, sempre das 14h às 17h. A intenção é estabelecer bases para a constituição de um campo de atividades no TUSP voltado para as práticas e pesquisas em torno dos teatros negros e das teatralidades e performatividades de matrizes afrodiaspóricas, mais uma vez em parceria com o Centro MariAntonia da USP. Salloma Salomão é músico, performer, historiador e pesquisador. No campo das artes negras, é, sem dúvida, um mestre, no sentido que as tradições de matrizes africanas dão ao título. Portador de um conhecimento produzido a partir de uma inscrição efetiva numa vivência que faz ver o sentido próprio do que se entende por ancestralidade: o passado não como um dado a ser retomado, mas a experiência sempre atualizada de um convívio efetivo com práticas, ritos, narrativas, sonoridades, perspectivas, e outros mestres. Doutor em História pela PUC São Paulo, Salloma tem como especialidade temas como: culturas musicais de origem africanas; dramaturgia e teatro negros; políticas e práticas culturais negras no século XIX e XX; Identidades étnicas e movimentos negros urbanos; sociabilidades negras em São Paulo; e musicalidades africanas. Suas produções mais recentes tratam de dramaturgias e teatros negros no Brasil, em parcerias com os grupos Coletivo Negro e Cia Capulanas de Arte Negras. Tem 6 CDs gravados, 3 DVDs, dois livros autorais e é colaborador de revistas e grupos de pesquisa acadêmica e artística. Produz e executa eventos artísticos de temática negra e afrodiaspórica. Em 2020, produziu a trilha sonora do filme Todos Os Mortos, indicado ao Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale). Com o mesmo filme, recebeu o Prêmio Kikito (2020), do Festival de Cinema de Gramado. Recentemente estreou no teatro como ator nas peças Agosto na Cidade Murada, Gota D’Água Preta e Fuzarca dos descalços. Em 2021 publicou o livro infantil As Aventuras do pequeno Samba e o livro-ensaio Pretos, Prussianos, Índios e Caipiras.

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